O Araraquara Rock foi marcado pela agressão dos membros da banda Torture Squad (o baixista Castor e o baterista Amílcar Cristófaro), na noite do sábado, 4 de maio, em apresentação no Teatro Wallace.

Segundo o relato do militante Tiago Pires, filiado ao Partido da Causa Operária (PCO), durante o show a plateia começou a gritar “Fora Bolsonaro”, “Liberdade para Lula” e “Ei Bolsonaro, vai tomar no cu!”.

“Castor e Amílcar Cristófaro se colocavam contra a manifestação política e fizeram de tudo para cerceá-la. Por isso, tomaram uma enorme vaia e, ao serem chamados de fascistas, bolsonaristas e coxinhas, pararam o show e atiraram uma lata de cerveja no rosto de Tiago, que estava assistindo o show e se manifestando em frente ao palco”, diz a nota publicada no jornal oficial do partido.

Ainda segundo a nota do militante, os membros da banda pediram para que a equipe de segurança fosse chamada. O rapaz diz que a o vocalista e o baterista começaram a insultá-lo de cima do palco, apertando o pênis e fazendo gestos ofensivos ao público que se manifestava.

É importante deixar claro que o público exercia a liberdade de expressão e manifestação política, o que vem ocorrendo em todos os espaços públicos pelo país.

A maioria do público composto por jovens, mulheres, trabalhadores, estudantes universitários, artistas e ativistas anti-fascistas saiu em defesa do militante agredido pelos integrantes da banda e abandonaram o show.

O Torture Squad e os organizadores do festival ainda não se pronunciaram sobre o ocorrido.



Fonte: Diário Causa Operária

Por hedflow

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