O grupo britânico subiu ao palco com um atraso de aproximadamente meia hora devido a um infortúnio relativo ao extravio de parte dos seus instrumentos musicais no Aeroporto da capital portuguesa.
Isso acabou também por impossibilitar que o soundcheck fosse realizado pelo técnico de som com a antecedência de costume.
Tudo foi regulado às pressas, e, infelizmente, o vocal e o backing vocal ficaram extremamente baixos.
Jeff Janiak, vocalista do Discharge desde 2014, esteve bastante esforçado no intuito de equilibrar a precariedade da mixagem com muita linguagem comporal e gestual, além de uma movimentação frenética e entusiasmada junto aos fãs grudados à grade; que faziam questão de cantar com ele durante toda a apresentação.
O Discharge abriu as atividades com ‘The Blood Runs Red’ e teve pontos altos de interação com o público em sons como ‘A Hell on Earth’ e ‘Protest and Survive’.
Foi muito interessante notar na plateia uma mescla de punks e headbangers, o que corrobora bem a história do Discharge (de sempre ter influenciado diversos segmentos da música pesada, desde o crossover – uma fusão oriunda do punk e do metal – até o próprio gênero metalcore).
Quem ficou a cargo de iniciar a noite aos louváveis criadores do D-beat (a batida rápida de bateria que deu origem ao punk hardcore que conhecemos hoje) foi o Simbiose, excelente grupo português de grind/crust/punk, que comemora 25 anos e merece todo o destaque e respeito na vasta cena underground local.
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Agradecimentos: Amazing Events, Vagos Metal Fest e RCA Club!
Texto: Fernando Araújo.
Imagens: Stefani Costa.













