Nessa quarentena ouvi muito sobre artistas do underground que não conhecia. Essa troca foi feita por amigos e amigos de amigos. Criei uma playlist onde cada um foi sugerindo seu artista independentes favorito, e assim conheci a banda de metal Endigna (indicação da Aline Lima).
O vocal poderoso da mulher me chamou a atenção e decidi dividir com vocês na Hedflow. Para quem já conhece a banda, sabe do que estou falando, e para quem não conhece, tá aí uma oportunidade de valorizar o metal nacional.
A Endigna é um grupo de metal melódico com vocal gutural e quem assume esse poder é a Thais Amaral. Passando por algumas mudanças, a única constante dentro da Endigna é a vocalista, que permanece a mesma desde o início, em meados de 2007.
Com letras em português, a Endigna entrega ao público um metal pesado e autêntico. Seu início despretensioso surgiu com covers que eles faziam de Sepultura, SOAD e Deftones, sendo estes nomes, grandes influências para o grupo.
Atualmente, os outros integrantes da banda são, Tiago Sorrentino (bateria), Diego Mattos (guitarra) e Rodrigo Chicano (baixo).
Os paulistas de Taboão da Serra começaram a Endigna com a intenção de juntar amigos e se divertir fazendo um som pesado. Aos poucos, a banda foi ganhando um público fiel que admira, sobretudo, a competência e o talento da vocalista.
Sempre que uma mulher ganha espaço, é uma vitória, ainda mais no meio da música. Thais conquistou uma posição de destaque e respeito no metal.
Em 2014, a Endigna lançou seu primeiro EP, Soldado Não Para. Um fato curioso é que, em 2018, enfrentando alguns obstáculos, a Thais contou numa entrevista concedida à Imprensa do Rock que havia decidido acabar com o grupo, mas o que impediu foi o convite da Jinjer para abrir o seu show no Manifesto, em São Paulo.
O último single da banda chama-se De Mãos Dadas e você pode conferir aqui:


